As etapas da Formação Franciscana

Província

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A Província São Maximiliano M.Kolbe celebrou no dia 02 de agosto de 2023 a festa de Nossa Senhora dos Anjos. A celebração foi realizada na Casa de Formação de Nossa Senhora dos Anjos, em Santa Maria DF. Estiverem presentes frades da Província, o Ministro Provincial fr.Gilberto, os formandos do Postulantado, o Pré-noviciado, os  frades professos e as pessoas da comunidade.

A festa do Perdão de Assis- As indulgências plenárias

Está festa celebra no dia 02 de agosto, a Festa do Perdão de Assis, Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, segundo testemunhou Bartolomeu de Pisa, a origem da Indulgência da Porciúncula se deu assim: “Em uma noite linda , do ano do Senhor de 1216, Francisco estava intimamente compenetrado na oração e na contemplação estava mesmo ali na pequena ermida dedicada a Virgem Mãe de Deus, conhecida como igrejinha da Porciúncula, localizada em uma planície do Vale de Espoleto, perto de Assis, quando, de repente, a igrejinha ficou tomada de uma luz vivíssima jamais vista antes, e Francisco viu sobre o altar o Cristo e à sua direita a sua Mãe Santíssima, acompanhados de uma multidão de anjos. Francisco ficou em silêncio e começou a adorar o seu Senhor. Perguntaram-lhe, então, o que ele desejava para a salvação das almas. Francisco tomado pela graça de Deus que ama incondicionalmente, responde: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero, o pior dos pecadores, te peço, que, a todos quantos arrependidos e confessados, virão visitar esta Igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas”.

O Senhor lhe disse: “Ó Irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores tereis: acolho, portanto, o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa)”. E não tardou muito, Francisco se apresentou ao Papa Honório III que, naqueles dias encontrava-se em Perugia e com candura lhe narrou a visão que teve. O Papa o escutou com atenção e, depois de alguns esclarecimentos, deu a sua aprovação e perguntou: “Por quanto anos queres esta indulgência”? Francisco, respondeu-lhe: “Pai santo, não peço por anos, mas por almas”. E feliz, se dirigiu à porta, mas o Pontífice o reconvocou: “Francisco, não queres nenhum documento”? E Francisco respondeu-lhe: “Santo Pai, de Deus, Ele cuidará de manifestar a obra sua; eu não tenho necessidade de algum documento. Esta carta deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o Escrivão e os Anjos as testemunhas”. E poucos dias mais tarde, junto aos Bispos da Úmbria, ao povo reunido na Porciúncula, Francisco anunciou a indulgência plenária e disse entre lágrimas: “Irmãos meus, quero mandar-vos todos ao paraíso!”

 

 

Sexta, 22 Agosto 2025 12:24

Quaresma de São Miguel Arcanjo

Quaresma de São Miguel Arcanjo

       A Quaresma de São Miguel Arcanjo é uma prática de oração e penitência que se estende por quarenta dias, iniciando-se em 15 de agosto, festa da Assunção de Nossa Senhora, e concluindo em 29 de setembro, dia em que a Igreja celebra o dia de São Miguel Arcanjo. Tendo sido iniciada por São Francisco de Assis, essa devoção é profundamente enraizada na espiritualidade franciscana e, ao longo dos séculos, tem inspirado comunidades e fiéis a viverem um período de preparação espiritual mais intensa.

       Durante sua célebre Quaresma, o Poverello de Assis retirou-se para o Monte Alverne, em busca de purificação espiritual e maior conformidade com Cristo. Em setembro de 1224, ele realizou um jejum de quarenta dias em honra a São Miguel Arcanjo, buscando intensamente viver, ainda que parcialmente, o mistério da Paixão de Jesus. Foi nesse contexto de oração e sacrifício que ocorreu a profunda experiência mística de São Francisco: ele teve a visão de um serafim de seis asas, “brilhantes como o fogo”, figurado como crucificado sobre uma cruz ­– com duas asas levantadas acima da cabeça, duas abertas para o voo e as últimas cobrindo o corpo. Essa visão impactante lhe fez compreender o verdadeiro sentido da Paixão de Cristo com ainda mais clareza e intensidade, imprimindo em seu coração um ardor espiritual admirável.

       A figura do serafim é o mais elevado dos anjos, prestando constante adoração a Deus. Na visão descrita por Francisco, a presença daquele serafim crucificado simboliza tanto a contemplação como a participação no mistério redentor de Cristo. A experiência o conduziu logo após ao recebimento dos estigmas – as marcas da Paixão de Cristo – nos pés, mãos e lado, sinais que materializaram sua união mística com o sofrimento de Jesus.

       Mais do que um conjunto de ritos, a Quaresma de São Miguel representa uma oportunidade de fortalecimento da fé, de combate espiritual e de renovação interior. Inspirada pelo exemplo de São Francisco, que via nesse tempo uma antecipação da glória celeste e uma preparação para unir-se ao louvor dos anjos, a devoção tem se difundido também em comunidades modernas por todo o mundo.

       Durante esse tempo, recomenda-se que os fiéis, ascendam uma vela abençoada diante de uma imagem ou estampa de São Miguel Arcanjo; ofereçam uma penitência durante os 40 dias; realizem práticas de caridade e façam as orações diárias diante da imagem:

 

Orações diárias da Quaresma de São Miguel Arcanjo (para serem rezadas ao longo dos 40 dias)

Oração inicial

       São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede o nosso refúgio contra as maldades e ciladas do demônio. Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos; e vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina, precipitai ao inferno satanás e os outros espíritos malignos, que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

Sacratíssimo Coração de Jesus (rezar 3 vezes)

 

Ladainha de São Miguel Arcanjo

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do Mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Trindade Santa, que sois um único Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha dos Anjos, rogai por nós.
São Miguel, rogai por nós.
São Miguel, cheio da graça de Deus, rogai por nós.
São Miguel, perfeito adorador do Verbo Divino, rogai por nós.
São Miguel, coroado de honra e de glória, rogai por nós.
São Miguel, poderosíssimo príncipe dos exércitos do Senhor, rogai por nós.
São Miguel, porta-estandarte da Santíssima Trindade, rogai por nós.
São Miguel, guardião do Paraíso, rogai por nós.
São Miguel, guia e consolador do povo israelita, rogai por nós.
São Miguel, esplendor e fortaleza da Igreja militante, rogai por nós.
São Miguel, honra e alegria da Igreja triunfante, rogai por nós.
São Miguel, luz dos anjos, rogai por nós.
São Miguel, baluarte dos cristãos, rogai por nós.
São Miguel, força daqueles que combatem pelo estandarte da Cruz, rogai por nós.
São Miguel, luz e confiança das almas no último momento da vida, rogai por nós.
São Miguel, socorro muito certo, rogai por nós.
São Miguel, nosso auxílio em todas as adversidades, rogai por nós.
São Miguel, arauto da sentença eterna, rogai por nós.
São Miguel, consolador das almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, a quem o Senhor incumbiu de receber as almas que estão no Purgatório, rogai por nós.
São Miguel, nosso Príncipe, rogai por nós.
São Miguel, nosso Advogado, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

Rogai por nós, ó glorioso São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo, para que sejamos dignos das promessas de Cristo.


Oração: Senhor Jesus, santificai-nos por uma bênção sempre nova e concedei-nos, pela intercessão de São Miguel, essa sabedoria que nos ensina a ajuntar riquezas do céu e a trocar os bens do tempo presente pelos da eternidade. Vós que viveis e reinais em todos os séculos dos séculos. Amém.

Consagração

       Ó Príncipe nobilíssimo dos Anjos, valoroso guerreiro do Altíssimo, zeloso defensor da glória do Senhor, terror dos espíritos rebeldes, amor e delícia de todos os Anjos justos, meu diletíssimo Arcanjo São Miguel, desejando eu fazer parte do número dos vossos devotos e servos, a vós, hoje, me consagro, me dou e ofereço, e ponho-me a mim próprio, a minha família e tudo o que me pertence debaixo da vossa poderosíssima proteção.

       É pequena a oferta do meu serviço, sendo como sou um miserável pecador, mas vós engrandecereis o afeto do meu coração; recordai-vos que, de hoje em diante, estou debaixo do vosso sustento, e deveis assistir-me em toda a minha vida e obter-me o perdão dos meus muitos e graves pecados, a graça de amar a Deus de todo coração, ao meu querido Salvador Jesus Cristo e a minha Mãe Maria Santíssima.

 

Orações: Canção Nova

 No dia 15 de agosto, a Igreja celebra com profunda devoção a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, mistério que recorda a elevação de Maria em corpo e alma à glória do Céu, ao término de sua vida terrena. Esta verdade de fé, solenemente proclamada pelo Papa Pio XII em 1º de novembro de 1950, na Constituição Apostólica Munificentissimus Deus, confirma aquilo que a Tradição já guardava no coração do povo cristão desde os primeiros séculos.

A Assunção de Maria é celebrada em todo o mundo católico como sinal de esperança para todos os fiéis. Nela contemplamos a Mãe de Deus plenamente unida ao seu Filho, antecipando o destino glorioso que aguarda aqueles que perseveram na fé. É também ocasião para refletir sobre a fidelidade de Maria ao plano divino e sobre sua missão contínua de intercessão pela Igreja.

A Assunção de Nossa Senhora não é apenas uma recordação histórica ou doutrinária, mas um chamado vivo à esperança cristã. Ao contemplarmos Maria glorificada, somos lembrados de que o Céu é o destino último de todos os que se deixam conduzir pelo amor de Deus.

Segue abaixo a carta do Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus (OFMConv.), por ocasião da Festa de São Maximiliano Maria Kolbe. Você também pode fazer dowload do documento clicando aqui.

     Na última quinta-feira, 14 de agosto, o Jardim da Imaculada foi o lugar escolhido para um momento marcante na vida religiosa franciscana: a celebração em honra a São Maximiliano Kolbe e a profissão solene de Frei Leonardo da Silva Tertuliano, OFMConv.

     A Santa Missa foi presidida pelo Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus, OFMConv., e contou com a presença de frades sacerdotes, irmãos religiosos e representantes das casas de formação.

     A cerimônia uniu o louvor em honra a São Maximiliano Maria Kolbe, patrono da nossa Província, ao compromisso definitivo de Frei Leonardo em seguir a vida consagrada. Ao final, a fraternidade provincial participou de um almoço fraterno de confraternização.

 

Hoje, 14 de agosto, celebramos o Dia de São Maximiliano Maria Kolbe ?

Desde jovem, Kolbe entendeu que a comunicação é uma poderosa via de evangelização:
* Fundou revistas
* Usou o rádio
* Sonhava com o cinema...
Tudo para levar a fé mais longe! 

Em Auschwitz, no horror da guerra, ele escolheu amar até o fim: ofereceu sua vida por um pai de família.
Um gesto que nos inspira até hoje a viver e anunciar o Evangelho com coragem, beleza e entrega.

Na Kolbe Arte, seguimos os passos desse santo missionário:
Levamos a fé ao cinema
À cultura
Às redes sociais
Porque a arte também pode conduzir à eternidade. 

Quer conhecer mais sobre São Maximiliano Kolbe?
Assista agora mesmo em casa:
* Duas Coroas (Lumine / Claro TV / Brasil Paralelo)
* Maximiliano Kolbe e Eu (Lumine / Claro TV / Prime Video / Apple TV / YouTube)

Peça hoje sua intercessão e compartilhe essa publicação com quem precisa conhecer sua história!
Vamos juntos evangelizar com arte!
São Maximiliano Kolbe, rogai por nós!

 

 

Quinta, 07 Agosto 2025 17:28

Agosto: Mês vocacional

"A esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações" (Rm 5,5)
Louvado sejas meu Senhor por todas as suas criaturas. (São Francisco de Assis)

      O mês vocacional deste ano de 2025 é marcado pela temática do jubileu, intitulado da Esperança, mas também pela bela realidade do jubileu dos 800 anos de composição do Cântico das Criaturas por nosso pai São Francisco. Somos “Peregrinos porque chamados”, nos diz o tema do mês vocacional. Um movimento de se perceber enquanto missionário e discípulo ao mesmo tempo. Discípulo que escuta a voz do Mestre e se coloca a caminho na missão.

      A “Esperança não decepciona”, nos diz a carta aos Romanos. Olhar mais uma porção de século que se passa é um chamativo para podermos pensar como estamos vivendo esse novo tempo. Já são 25 anos deste novo milênio a partir do Senhor Jesus Cristo. Uma porção de acontecimentos já marcaram a nossa humanidade, mas o Senhor continua a insistir em nós. Continua a investir em nós, e deseja ardentemente nos configurar a Ele. Por isso mesmo, em meio aos tantos avanços técnico-científicos deste tempo, Ele continua a nos chamar a Si. Chamado requer sempre um locutor e um interlocutor, Ele nos chama e cabe a nós afinar os ouvidos à escuta atenta e loquaz.

      É nesse movimento de escuta que São Francisco compõe o Cântico, há 800 anos, louvando ao Senhor por cada criatura, dom de Deus. Um eco na história e da história. É um movimento de se perceber parte integrante de um todo harmônico que convoca à fraternidade universal. Deus nos chama a sermos, antes de tudo, seus filhos e irmãos de toda criatura humana e de toda outra porção da criação. Essa convocação nos torna participantes da ação bondosa de Deus em meio ao mundo.

      Ser um peregrino neste contexto não é tarefa fácil. O peregrinar diz respeito a uma saída. Primeiramente uma saída de si mesmo. Para que seja possível sair de si mesmo é necessário um choque de realidade que ajude a perceber que algo não está concluso, precisa de continuidade. A saída de si requer um Encontro. O Encontro é com uma pessoa: Jesus Cristo. Esse encontro muda a vida, transforma, reordena as prioridades e objetivos. Quando isso acontece, logo se desdobra um peregrinar na prática, uma necessidade de deixar seu próprio “chão” e rumar para algo ainda mais sagrado.

      Isso é fruto sempre da escuta. Esse Jesus com quem nos confrontamos no íntimo de nós, nos chama. “Vem e segue-me”! só nos convoca, nem sabemos muito, no primeiro momento. Tudo parece tão incerto e nublado, mas Ele, por ser a Luz, vai clareando tudo, alumia cada recôndito de dúvidas e incertezas. Assim podemos dizer de nós mesmos: “peregrinos porque chamados”. Chamados por Deus a assumir a filiação divina com maior empenho e responsabilidade e descobrir no peregrinar em qual estilo de vida deveria me tornar santo no dia-a-dia.

      Que este mês vocacional nos ajude, principalmente por meio das orações, a nos tornarmos cada vez mais Discípulos Missionários do Senhor.

 

 

Terça, 05 Agosto 2025 13:31

11 de agosto: Dia de Santa Clara de Assis

     Santa Clara de Assis nasceu em 1193, na cidade italiana de Assis, em uma família nobre. Desde jovem, destacou-se pela sensibilidade aos pobres e pela prática da caridade, o que a aproximou do ideal de vida proposto por Francisco de Assis. Tocada pela radicalidade da pobreza evangélica vivida por ele, Clara abandonou o conforto familiar aos dezenove anos de idade para seguir o mesmo caminho.

     Em 1212, durante a noite do Domingo de Ramos, Clara foi ao encontro de Francisco na igreja de Santa Maria dos Anjos. Ali, fez votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência, cortou os cabelos e passou a usar um hábito simples de lã. Inicialmente, foi acolhida no mosteiro beneditino de São Paulo das Abadessas, e, em seguida, mudou-se para a Ermida de Santo Ângelo de Panço, onde sua irmã Inês também se juntou a ela na vida religiosa.

     A consolidação de sua vocação ocorreu no convento de São Damião, onde Clara e outras jovens iniciaram uma nova forma de vida monástica. O grupo ficou conhecido, inicialmente, como “Damianitas”, depois como “Damas Pobres”, e finalmente passou a ser chamado de “Clarissas”. Em 1216, Clara aceitou as regras beneditinas e assumiu o título de abadessa, mantendo, no entanto, o espírito franciscano com o apoio do “privilégio da pobreza” concedido pelo Papa Inocêncio III, que autorizava sua comunidade a viver sem posses.

     Com o passar dos anos, Clara tornou-se referência de fé e firmeza espiritual. Um episódio marcante de sua vida ocorreu quando, doente e impossibilitada de sair de seu quarto, relatou ter assistido, como se estivesse presente, ao funeral de Francisco de Assis. Anteriormente, também teria visto, à distância, a celebração da missa de Natal ocorrida na igreja de Santa Maria dos Anjos. Por essas experiências místicas, foi proclamada mais tarde como padroeira da televisão.

     Outro momento notável atribuído à santa foi a defesa da cidade de Assis contra a invasão de muçulmanos. Conta-se que Clara enfrentou os invasores levando consigo o Santíssimo Sacramento, diante do qual os atacantes recuaram.

     Santa Clara faleceu no dia 11 de agosto de 1253, aos 60 anos de idade. Apenas dois anos após sua morte, foi canonizada pelo Papa Alexandre IV, tornando-se um dos grandes nomes da espiritualidade franciscana e da história da Igreja.

São Maximiliano Mártir da caridade

              São Maximiliano nasceu em 8 de janeiro de 1894, na cidade polonesa de Zduska Wola.  Seus pais, Júlio Kolbe  e Maria Dabrowska, eram pobres artesãos, cristãos, devotos da Virgem Maria. Ao nascer, ele recebeu Raimundo como nome de batismo.

             A infância de São Maximiliano ocorreu no início do século XX, período de desenvolvimento tecnológico na Europa e na América. Esta época de novidades tecnológicas, com certeza influenciaram  o jovem Raimundo, inspirando-o a desenvolver sua capacidade intelectual para futuramente ajudar na missão da evangelização, como o fez de fato.

  A Aparição de Nossa Senhora  

             Raimundo era uma criança muito levada e arteira por volta dos dez anos de idade. Um dia, sua mãe o repreendeu veementemente pela conduta  dizendo: "Se aos dez anos você é tão mau menino, briguento e malcriado, como será mais tarde?"

Contara depois que naquela noite, ele questionava à Mãe de Deus o que seria de dele. E apareceu a Mãe de Deus, trazendo em Suas mãos duas coroas, uma branca e outra vermelha. Sorrindo maternalmente, perguntou-lhe qual escolhia. A branca significava a santidade e a vermelha o martírio e ele escolheu as duas.

             Em 1907, ele  com seus treze anos e Francisco, seu irmão mais velho, entraram para o seminário menor dos Franciscanos, em Lwow, onde ele trocou o nome de Raimundo para Maximiliano Kolbe. Ele  depois  foi enviado para o Colégio Internacional, em Roma, cursando filosofia  e teologia, preparando para a ordenação sacerdota,l  na Universidade Gregoriana.

 

 Criação Milicia da Imaculada  

             Em Roma, como estudante, no ano de 1917, São Maximiliano Maria Kolbe percebia as diversas manifestações dos maçons contra a Igreja, exposições públicas contra a fé católica aconteciam. Grupos exaltados desfilavam pelas ruas da Cidade Eterna, empunhando bandeiras negras com a figura de satanás em atitude de esmagar São Miguel Arcanjo. Isso provocou a mais profunda indignação em Maximiliano. Ele, impulsionado pelo amor a Virgem Santíssima, decidiu se reunir com seis companheiros, fundando em 1917 a Milícia da Imaculada. A MI tinha dois objetivos especiais: A conversão dos pecadores, dos maçons e dos inimigos da Igreja e a santificação de todos os seus membros, sob a proteção de Maria Imaculada.

            A MI aceitava apenas jovens destemidos e verdadeiramente dispostos a acompanhá-lo nessa empreita de santidade.  Em abril de 1918, São Maximiliano foi ordenado e no ano seguinte, com a bênção de Bento XV, voltou para a Polônia.

             

            Frei Maximiliano Kolbe concluindo  os estudos em Roma em 1919 e l  retornando a Polônia trabalhou para p crescimento da  Milícia da Imaculada entre os frades, sendo uma grande causa de alegria  no coração de São Maximiliano Kolbe. Então nasceu a Revista Cavaleiro da Imaculada, iniciada em janeiro de 1922, em polonês, Rycerz Niepokalanej.  Revista que 20 anos depois, em 1939,  estaria atingindo  a surpreendente tiragem de um milhão de exemplares.

  • Em 1927, foi fundada a Cidade da Imaculada  que cresceu com o numero de  762 habitantes, 13 sacerdotes, 18 noviços, 527 irmãos, 122 seminaristas menores e 82 candidatos ao sacerdócio. Havia nela médicos, dentistas, agricultores, mecânicos, alfaiates, construtores, impressores, jardineiros e cozinheiros, além de um corpo de bombeiros. Neste complexo ficavam o convento, a gráfica e casa editorial. Era chamado de Cidade da Imaculada, em polonês Niepokalanów.

             São Maximiliano fundou também uma Cidade de Nossa Senhora no Japão, publicando o “Cavaleiro da Imaculada” na língua do país. Também tentou igualmente fundar na Índia, mas seus superiores chamaram-no de volta à Polônia antes de poder concretizar seu plano.

 

 

A prisão e morte de São Maximiliano

            Em fevereiro de 1941, os alemães prenderam São Maximiliano e outros quatro frades, os mais anciãos foram enviados para o campo de concentração de Auschwitz.  Ele passou a primeira noite numa sala com outros 320 prisioneiros. Na manhã seguinte, foram todos desnudados, lavados com jatos de água gelada e recebendo cada qual uma jaqueta com um número, coube-lhe o 16.670. Quando o oficial viu seu hábito religioso, ficou irritado. Arrancando com violência o Crucifixo de seu pescoço, gritou-lhe:

            – E tu acreditas nisto?

            Ante a categórica resposta afirmativa, deu-lhe uma “valente” bofetada! Por três vezes repetiu a pergunta e por três vezes o santo religioso confessou sua Fé, recebendo o mesmo bestial ultraje. A exemplo dos Apóstolos, São Maximiliano dava graças a Deus por ser digno de sofrer por Cristo: “Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus” (At 5, 41). Maria não o abandonou um instante sequer.

            Ao entrar no campo de concentração, os guardas faziam uma revista minuciosa em todos os prisioneiros e lhes tiravam todos os objetos pessoais. Entretanto, o soldado que revistou o padre Kolbe devolveu-lhe o Rosário, dizendo:

            – Tome seu Rosário. E vá lá para dentro! – Era um sorriso de Nossa Senhora, como a dizer-lhe que estaria com ele a cada momento.

 

Martírio no bunker da morte

            São bem conhecidos os demais episódios que se deram no campo de Auschwitz: o comportamento do santo sacerdote franciscano, sua incansável atividade apostólica, em cada bloco para onde era mandado, etc.  No final de julho de 1941, foi transferido para o Bloco 14, cujos prisioneiros faziam trabalhos agrícolas.

               Tendo um dos prisioneiros conseguido fugir, dez outros, escolhidos por sorteio, foram condenados ao “bunker da morte”: um subterrâneo onde eles eram jogados desnudos, e permaneciam sem bebida nem alimento, à espera da morte. Ante o desespero daqueles infelizes, São Maximiliano ofereceu-se para ficar em lugar de um deles, pai de família, e foi aceito por ser sacerdote. O ódio ao religioso era notório, mas ficaram estupefatos ao verificar até onde pode chegar a coragem, a fortaleza e o heroísmo de um padre católico.

 A inspiração de sua vida foi a Imaculada

            No dia 10 de outubro de 1982, na Praça de São Pedro, uma multidão de mais de duzentas mil pessoas ouvia um Papa, também polonês, declarar mártir esse sacerdote exemplar que não só morreu para salvar uma vida mas, sobretudo, viveu para salvar muitas almas. Ele que jamais se cansava de dizer: “Não tenham medo de amar demasiado a Imaculada; jamais poderemos igualar o amor que teve por Ela o próprio Jesus: e imitar Jesus é nossa santificação. Quanto mais pertençamos à Imaculada, tanto melhor compreenderemos e amaremos o Coração de Jesus, Deus Pai, a Santíssima Trindade”.       

            Na homilia são João Paulo II dizia que “a inspiração de toda a sua vida foi a Imaculada, a quem confiava seu amor a Cristo e seu desejo de martírio”. (são João Paulo II, Homilia da canonização de São Maximiliano N.05,1982). Entendia que a devoção à Virgem Santíssima marcou profundamente a vida de São Maximiliano e o tornou um homem determinado. Também na  canonização,  foi ressaltado havia um grande esforço realizado por São Maximiliano para colaborar com a graça divina, unindo sua intenção com a graça divina “A fé e as obras de toda a vida do Padre Maximiliano indicam que ele entendia a sua colaboração com a graça divina, como uma milícia sob o sinal da Imaculada Conceição” (São João Paulo II, Homilia da canonização de São Maximiliano N.05,1982). Portanto , agradecemos a Deus pelo belíssimo exemplo de santidade dado por São Maximiliano M. Kolbe.

 

Segunda, 04 Agosto 2025 12:43

Visita fraterna em Quirinópolis - GO

Desde janeiro de 2025, a Província São Maximiliano Maria Kolbe assumiu oficialmente a Paróquia Nossa Senhora D’Abadia, localizada em Quirinópolis, no estado de Goiás. A nova Paróquia conta com a presença dos frades Frei Francisco Bezerra, Frei Altair Santos e Frei Gederson Nunes, que compõem a fraternidade da Casa Filial São Francisco de Assis.

Entre os dias 28 e 30 de julho, os frades receberam a visita fraterna do Ministro Provincial, Frei Gilberto de Jesus, acompanhado por Frei Leonardo Tertuliano. A visita teve como objetivo acompanhar e avaliar o início da caminhada pastoral e fraterna dos religiosos nesta nova Casa Filial da Província.

Durante sua passagem pela região, Frei Gilberto também se reuniu com o bispo diocesano de Jataí, Dom Joaquim, na Cúria Diocesana.

Quinta, 17 Julho 2025 14:28

Prospectus 2024/2025

Em anexo, trazemos o Prospectus de edição número 7 da Província São Maximiliano Maria Kolbe que descreve, de forma detalhada, os principais eventos e celebrações da Província do fim de 2024 e primeiro semestre de 2025.

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