A Província São Maximiliano M.Kolbe celebrou no dia 02 de agosto de 2023 a festa de Nossa Senhora dos Anjos. A celebração foi realizada na Casa de Formação de Nossa Senhora dos Anjos, em Santa Maria DF. Estiverem presentes frades da Província, o Ministro Provincial fr.Gilberto, os formandos do Postulantado, o Pré-noviciado, os frades professos e as pessoas da comunidade.
A festa do Perdão de Assis- As indulgências plenárias
Está festa celebra no dia 02 de agosto, a Festa do Perdão de Assis, Santa Maria dos Anjos da Porciúncula, segundo testemunhou Bartolomeu de Pisa, a origem da Indulgência da Porciúncula se deu assim: “Em uma noite linda , do ano do Senhor de 1216, Francisco estava intimamente compenetrado na oração e na contemplação estava mesmo ali na pequena ermida dedicada a Virgem Mãe de Deus, conhecida como igrejinha da Porciúncula, localizada em uma planície do Vale de Espoleto, perto de Assis, quando, de repente, a igrejinha ficou tomada de uma luz vivíssima jamais vista antes, e Francisco viu sobre o altar o Cristo e à sua direita a sua Mãe Santíssima, acompanhados de uma multidão de anjos. Francisco ficou em silêncio e começou a adorar o seu Senhor. Perguntaram-lhe, então, o que ele desejava para a salvação das almas. Francisco tomado pela graça de Deus que ama incondicionalmente, responde: “Santíssimo Pai, mesmo que eu seja um mísero, o pior dos pecadores, te peço, que, a todos quantos arrependidos e confessados, virão visitar esta Igreja, lhes conceda amplo e generoso perdão, com uma completa remissão de todas as culpas”.
O Senhor lhe disse: “Ó Irmão Francisco, aquilo que pedes é grande, de coisas maiores és digno e coisas maiores tereis: acolho, portanto, o teu pedido, mas com a condição de que tu peças esta indulgência, da parte minha, ao meu Vigário na terra (Papa)”. E não tardou muito, Francisco se apresentou ao Papa Honório III que, naqueles dias encontrava-se em Perugia e com candura lhe narrou a visão que teve. O Papa o escutou com atenção e, depois de alguns esclarecimentos, deu a sua aprovação e perguntou: “Por quanto anos queres esta indulgência”? Francisco, respondeu-lhe: “Pai santo, não peço por anos, mas por almas”. E feliz, se dirigiu à porta, mas o Pontífice o reconvocou: “Francisco, não queres nenhum documento”? E Francisco respondeu-lhe: “Santo Pai, de Deus, Ele cuidará de manifestar a obra sua; eu não tenho necessidade de algum documento. Esta carta deve ser a Santíssima Virgem Maria, Cristo o Escrivão e os Anjos as testemunhas”. E poucos dias mais tarde, junto aos Bispos da Úmbria, ao povo reunido na Porciúncula, Francisco anunciou a indulgência plenária e disse entre lágrimas: “Irmãos meus, quero mandar-vos todos ao paraíso!”
Entre os dias 06 e 13 de setembro de 2025, a Delegação Santo Antônio, presente no Nordeste do Brasil, recebeu a visita fraterna do Ministro Provincial da Província São Maximiliano Maria Kolbe, frei Gilberto de Jesus, OFM Conv. Durante o período, frei Gilberto esteve presente nos conventos dos Frades Menores Conventuais localizados em João Pessoa (PB), Feira de Santana (BA) e Candeias (BA). A visita também teve como motivação os preparativos para o Capítulo Provincial Extraordinário, que acontecerá em breve, sendo esta uma oportunidade de escuta, avaliação e diálogo com os irmãos da Delegação.
Além dos encontros com os frades, o Ministro Provincial realizou visitas a alguns bispos das dioceses onde os conventos estão inseridos, reforçando a comunhão eclesial e o compromisso da Ordem com a missão evangelizadora da Igreja.
Esses momentos de convivência e partilha reforçam a unidade entre os frades e a Província, promovendo a vida fraterna e o zelo pastoral que caracterizam a vocação franciscana. A visita de frei Gilberto foi marcada pela escuta atenta, palavras de encorajamento e pelo compromisso de caminhar juntos em comunhão com o carisma de São Francisco de Assis.
06 a 08 de setembro de 2025
Nos dias 06 a 08 de setembro, o Ministro Provincial, esteve em visita fraterna ao Convento dos Frades Menores Conventuais em João Pessoa, Paraíba, como parte de sua passagem pela Delegação Santo Antônio no Nordeste. Durante sua permanência, presidiu a celebração de abertura da Novena da Mãe do Redentor, momento importante da espiritualidade local que mobiliza a comunidade paroquial em preparação para a festa de sua padroeira.
Ele também conduziu uma reunião com os frades da fraternidade local, com o objetivo de avaliar a presença e a missão dos frades na cidade, promovendo a escuta e o discernimento conjunto sobre os desafios e frutos do serviço pastoral e fraterno ali desenvolvido. Encerrando a visita, frei Gilberto celebrou a Eucaristia na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, fortalecendo os laços entre a Ordem e o povo de Deus presente na comunidade paroquial.

09 a 10 de setembro de 2025
Dando continuidade à visita fraterna à Delegação Santo Antônio no Nordeste, o Ministro Provincial, frei Gilberto de Jesus, OFM Conv., esteve em Feira de Santana (BA) entre os dias 09 e 10 de setembro.
Durante a visita, frei Gilberto se reuniu com os frades do convento local para avaliar a presença da Delegação no Nordeste e refletir sobre a caminhada vocacional, pastoral e fraterna dos irmãos naquela região. Ele também presidiu a Santa Missa na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, onde foi acolhido com alegria pela comunidade paroquial. Um momento marcante da visita foi a ida ao projeto social mantido pelos frades, que oferece sopa e cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade. Frei Gilberto pôde conhecer de perto o trabalho caritativo e fraterno realizado com tanto zelo e dedicação. Além disso, ele visitou os terrenos pertencentes à Província em Feira de Santana, avaliando as possibilidades e perspectivas para o futuro da missão franciscana na cidade.

11 a 12 de setembro de 2025
Encerrando sua visita à Delegação Santo Antônio no Nordeste, Frei Gilberto de Jesus, OFM Conv., esteve no Convento de Candeias (BA) entre os dias 11 e 12 de setembro.
Ele foi calorosamente acolhido pelos confrades da fraternidade local, com quem se reuniu para avaliar a presença dos frades no Santuário Nossa Senhora das Candeias, bem como para refletir sobre o caminho da Delegação no contexto nordestino. O encontro foi marcado pelo espírito de fraternidade, diálogo e corresponsabilidade na missão evangelizadora. Durante a visita, o Ministro Provincial também presidiu a celebração eucarística no Santuário Nossa Senhora das Candeias. Outro momento importante foi a visita ao bispo diocesano, Dom Dirceu de Oliveira Medeiros, ocasião em que frei Gilberto reafirmou o compromisso da Ordem dos Frades Menores Conventuais com a Igreja local e com a comunhão eclesial.

Celebração recorda o momento em que o santo de Assis recebeu em seu corpo as marcas da Paixão de Cristo, tornando-se sinal vivo do Evangelho
No dia 17 de setembro, a Família Franciscana ao redor do mundo celebra com profunda reverência a Festa da Impressão das Chagas, também conhecida como Estigmas de São Francisco de Assis. A data marca um dos acontecimentos mais emblemáticos da espiritualidade franciscana: o momento em que São Francisco, no ano de 1224, no Monte Alverne, recebeu em seu corpo os sinais da crucifixão de Cristo — tornando-se o primeiro santo estigmatizado da história da Igreja.
Dois anos antes de sua morte, em um período de intenso jejum e contemplação em honra ao Arcanjo São Miguel, São Francisco foi agraciado com uma experiência mística que viria a ser reconhecida como a coroação de toda a sua caminhada espiritual. Ao rezar nas encostas do Monte Alverne, ele teve a visão de um serafim crucificado que, num gesto divino, lhe imprimiu no corpo os sinais da Paixão de Jesus: as chagas nas mãos, nos pés e no lado.
Francisco, que desde sua conversão se encantava com o Cristo pobre e crucificado da Igreja de São Damião, já trazia em seu coração o desejo ardente de seguir Jesus com total radicalidade. Essa identificação plena com o Crucificado se manifesta na profundidade de sua oração e na forma como viveu: pobre, fraterno, obediente e entregue totalmente à vontade de Deus.
Como expressa o próprio apóstolo Paulo, cuja frase tornou-se lema de Francisco: “Não quero gloriar-me a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo” (Gl 6,14).
A presença das chagas no corpo de Francisco não foi um fim em si mesmo, mas o sinal visível de uma vida completamente configurada ao amor de Cristo. A espiritualidade franciscana nos convida a compreender esse acontecimento não como um fenômeno extraordinário isolado, mas como o ápice de uma trajetória de busca sincera por viver o Evangelho.
O episódio do Monte Alverne revela, à luz da fé, quatro significados centrais:
Deus é o Senhor da vida de Francisco: As chagas são o sinal de que ele se abriu totalmente à ação de Deus, com liberdade e confiança. Sua vida tornou-se espaço para a manifestação divina.
Deus realiza o ser humano: Ao contrário de alienar, a presença de Deus restitui ao ser humano sua verdadeira identidade. Francisco descobriu isso ao seguir Jesus pobre e crucificado, e fez dessa entrega o caminho de sua plena realização.
O amor verdadeiro deixa marcas: Francisco acolheu as feridas da humanidade e assumiu, em sua própria carne, o peso das dores e dos conflitos dos irmãos, sem perder a fraternidade. Ele nos lembra que o amor vivido concretamente implica compaixão e misericórdia.
Seguir Cristo é abraçar a cruz diariamente: A vida cristã não se faz apenas de consolos, mas de entrega e perseverança diante dos limites, adversidades e dores. A cruz não é apenas sofrimento, mas caminho de libertação e ressurreição.
A festa dos Estigmas de São Francisco é um convite à reflexão sobre a autenticidade da nossa vivência cristã. Francisco nos provoca a sair da neutralidade: ou assumimos a cruz de Cristo com coragem e esperança, ou nos perdemos em nossos próprios egoísmos e falsas seguranças.
Hoje, diante de um mundo tão marcado por divisões, indiferenças e dores, os estigmas de São Francisco continuam a ecoar como um testemunho radical do Evangelho: viver o amor até o fim, com humildade, ternura e fidelidade, mesmo nas contradições da vida.
Neste 17 de setembro, a celebração franciscana não é apenas memória de um fato extraordinário. É sobretudo chamado à conversão, à configuração com Cristo e à vivência concreta da fraternidade e da paz — como fez São Francisco de Assis.
“Iluminai as trevas do meu espírito, concedei-me uma fé íntegra, uma esperança firme e um amor perfeito.”
São Francisco de Assis
Nos dias 5, 6 e 7 de setembro, a cidade de Cocalzinho – GO acolheu com alegria o encontro dos frades junioristas dos três ramos da Ordem dos Frades Menores (OFMConv., OFM e OFMCap.), de irmãs religiosas franciscanas e de membros da OFS e da JUFRA. Reunidos à luz do Jubileu dos 800 anos do Cântico das Criaturas, os junioristas franciscanos puderam mergulhar na riqueza espiritual desse texto de São Francisco, que nos recorda a beleza de toda a criação e nos convida a elevar um cântico de louvor ao Senhor da vida.
A partilha foi enriquecida pelas reflexões do conferencista Frei Marcelo Borges, OFMConv., da Província São Maximiliano Kolbe. Suas palavras ajudaram os participantes a compreender com maior profundidade o sentido espiritual e sempre atual do Cântico das Criaturas, que continua a inspirar a vida franciscana e a espiritualidade da Igreja.
O encontro foi também um tempo especial de convivência fraterna, oração e contemplação, fortalecendo os laços entre os ramos formativos da Ordem e de toda a família franciscana. Momentos de celebração, silêncio orante e fraternidade simples marcaram os dias de convivência, reavivando o desejo de seguir mais de perto a Cristo, à maneira de São Francisco.
Com corações renovados, os junioristas retornaram às suas fraternidades trazendo consigo a experiência vivida, certos de que o espírito de comunhão e de louvor à criação deve continuar iluminando o caminho vocacional e a missão de cada um.
No último domingo, 7 de setembro, aconteceu no Santuário Jardim da Imaculada o 28° Canta Jardim.
O evento reuniu fiéis de várias comunidades provinciais e de outros lugares e paróquias, devotos da Imaculada Conceição.
"Acaso não sabeis que eu sou da Imaculada" foi o tema que inspirou as pregações, os shows, os momentos de oração e de Adoração ao Santíssimo Sacramento e muito outros, conduzidos pelos Freis do Santuário e pelas atrações musicais/oracionais presentes, bem como pela atuação das diversas pastorais e movimentos do Santuário.
A Santa Missa de encerramento foi presidida por Dom Francisco Agamenilton, Bispo da Diocese de Luziânia. Momentos de graça, louvor, profunda comunhão com o Senhor e devoção à Virgem Maria.
Em 2025, a Igreja e a Família Franciscana celebram os 800 anos do Cântico das Criaturas, também conhecido como Cântico do Irmão Sol, composto por São Francisco de Assis por volta de 1224–1225, no dialeto da Úmbria, na Itália. Considerado uma das primeiras obras literárias em língua italiana de autor conhecido, este hino expressa louvor, gratidão e fraternidade com toda a criação, revelando a espiritualidade franciscana que reconhece o mundo não como objeto de exploração, mas como reflexo do amor de Deus.
As comemorações do jubileu tiveram início em Assis, no Santuário de São Damião e na Basílica do Despojamento, com celebrações de oração, canto e reflexão sobre o carisma de Francisco. A iniciativa se espalhou por todo o mundo. Na Polônia, um comitê especial organiza celebrações centrais e locais; na Alemanha, frades poloneses plantaram 800 carvalhos como sinal de gratidão e compromisso com o cuidado da criação; em Portugal, a Província Franciscana promove encontros e reflexões que unem espiritualidade, diálogo inter-religioso e ecologia.
No Brasil, também são muitas as iniciativas. O Santuário de Canindé, no Ceará, reinstalou uma histórica tela de São Francisco na Casa dos Milagres como parte das comemorações. No Rio de Janeiro, o Convento Santo Antônio abriu o claustro para uma celebração especial, recordando o vínculo profundo do santo com a natureza. Em Belém do Pará, um simpósio reuniu estudiosos e fiéis para refletir sobre a atualidade do cântico, e a Conferência da Família Franciscana do Brasil preparou materiais que ajudam a rezar e compreender cada parte do texto.
Mais do que um poema antigo, o Cântico das Criaturas é um texto revolucionário e profético, que propõe uma visão de respeito, cuidado e integração com todas as formas de vida, antecipando uma consciência ecológica que hoje se torna urgente. Nele, Francisco chama de irmãos e irmãs o sol, a lua, a água, o fogo, a terra e até mesmo a morte, lembrando que todos fazemos parte da mesma criação. Essa espiritualidade inspirou séculos mais tarde a encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, que retoma o cântico como ponto de partida para a reflexão sobre a ecologia integral e o cuidado com a Casa Comum.
Celebrar os 800 anos do Cântico das Criaturas é, portanto, renovar a esperança diante de tantas crises ambientais e sociais. É reconhecer a beleza do mundo criado e assumir a missão de cuidar dele com responsabilidade, gratidão e fraternidade universal. Assim como Francisco cantou no Monte Subásio, lugar tão ligado à sua memória e ao carisma franciscano, também hoje somos convidados a entoar esse mesmo hino de louvor e compromisso, certos de que, ao louvarmos a criação, glorificamos o Criador.
O jovem italiano Carlo Acutis, nascido em 1991 e falecido em 2006, aos 15 anos, vítima de leucemia, será oficialmente canonizado em 7 de setembro de 2025, em uma cerimônia presidida pelo Papa Leão XIV, marcando-o como o primeiro santo da geração millennial, nascido entre 1981 e 1996. Inicialmente agendada para 27 de abril no Jubileu dos Adolescentes, a cerimônia precisou ser adiada devido ao falecimento do Papa Francisco em abril de 2025.
A trajetória de sainthood¹ de Carlo começou após sua beatificação em 10 de outubro de 2020, em Assis, concedida pelo Papa Francisco em reconhecimento ao primeiro milagre atribuído à sua intercessão: a cura milagrosa de um menino brasileiro com uma grave malformação no pâncreas, que, após venerar uma relíquia de Acutis, voltou a se alimentar normalmente
O segundo milagre, aprovado em 23 de maio de 2024, envolveu uma jovem costarriquenha chamada Valeria, que sofreu grave traumatismo craniano em um acidente de bicicleta em Florença. Após intervenção cirúrgica de craniotomia² e prognóstico crítico, sua recuperação começou no mesmo dia em que sua mãe fez uma peregrinação ao túmulo de Carlo em Assis, rezou e deixou uma mensagem. Em poucos dias, a jovem recuperou movimentos, fala e teve as lesões totalmente revertidas, um caso que abriu caminho para sua canonização.
A canonização de Carlo Acutis simboliza uma renovação da santidade contemporânea, mostrando que a fé pode florescer mesmo na era digital. Conhecido como “patrono da internet”, ele desenvolveu um site que catalogava milagres eucarísticos pelo mundo, usando sua habilidade com tecnologia como ferramenta evangelizadora.
Outro ponto que reforça sua conexão com a tradição franciscana é o Monte Subasio, colina que circunda Assis e palco das peregrinações franciscanas desde os primórdios da Ordem. Carlo, cuja devoção se enraizava em São Francisco e na Eucaristia, encontrou em Assis — e por extensão no Monte Subasio — um ambiente espiritual determinante para sua jornada de fé e postulação à santidade. O perfil do jovem, sua beatificação e canonização em meio a esse contexto franciscano tornam o Monte Subasio um símbolo apropriado para ilustrar sua identidade religiosa.
Com isso, Carlo Acutis se torna um exemplo inspirador: o primeiro santo millennial, cuja vida mostra que a santidade pode e deve se manifestar nos caminhos modernos da tecnologia e da evangelização digital. Sua canonização em setembro de 2025 celebra não apenas sua intercessão milagrosa, mas também sua capacidade de aproximar as novas gerações de uma fé vivida com autenticidade e criatividade.
¹ Condição de uma pessoa que vive uma vida virtuosa e fiel a Deus, ou o status formal concedido pela Igreja Católica a pessoas canonizadas após um rigoroso processo e comprovação de milagres.
² É uma intervenção cirúrgica na qual uma secção do osso do crânio (retalho ósseo) é removida para aceder ao cérebro
O Canta Jardim é um evento anual de música católica que nasceu em 1997, idealizado inicialmente para celebrar os 20 anos do Santuário Jardim da Imaculada, em Cidade Ocidental (GO). Desde então, se consolidou como uma tradição que atrai milhares de fiéis de diversas regiões do Brasil, reunindo-os em um grande encontro de oração, louvor, adoração e comunhão fraterna. Promovido pelos Franciscanos Conventuais, o evento tem como característica principal a evangelização através da música, mas também inclui celebrações, momentos de espiritualidade, testemunhos e iniciativas de solidariedade, tornando-se um dos maiores encontros católicos do Centro-Oeste.
Neste ano de 2025, o Canta Jardim chega à sua 28ª edição, que será realizada no dia 7 de setembro, domingo, das 8h às 18h30, no Jardim da Imaculada, em Luziânia (GO). O tema escolhido para esta edição é a frase mariana “Acaso não sabeis que eu sou da Imaculada?”, que convida os participantes a uma reflexão profunda sobre a devoção a Nossa Senhora e a identidade de filhos que pertencem a Cristo por meio de sua Mãe.
A programação deste ano contará com momentos de intensa espiritualidade e animação, tendo presenças confirmadas de Missão Lugar Seguro, Totó Exprexo HG, Frei Josué (OFMConv), Frei Luís Ventura (OFMConv) e Crícia Martins São Rafael, que conduzirão a jornada com músicas, pregações e experiências de fé. A entrada para o evento é gratuita, mas pede-se a contribuição de 1kg de alimento não perecível, que será destinado às famílias em situação de vulnerabilidade atendidas pelas obras sociais franciscanas.
Mais do que um festival, o Canta Jardim é um verdadeiro testemunho de fé e de comunhão. Desde sua primeira edição, o encontro tem se firmado como espaço de evangelização e missão, acolhendo multidões que encontram na música e na espiritualidade franciscana a oportunidade de fortalecer sua caminhada cristã. Ao longo dos anos, o evento tem reunido dezenas de milhares de pessoas em jornadas marcadas por alegria, fraternidade e devoção à Imaculada, reafirmando a importância do Santuário como um ponto de referência da vida católica no Brasil.
Em 2025, o convite se renova: trazer a família, a comunidade e o coração aberto para viver um dia inteiro de encontro com Deus, pela intercessão da Imaculada, no 28º Canta Jardim. O evento é mais do que uma tradição, é uma experiência transformadora de fé e louvor.
De março a agosto de 2025, o Centro Franciscano de Evangelização e Cultura (CFEC) passou por um processo de reforma e ampliação. Para melhor atendê-los, inauguramos um novo espaço integrado ao refeitório, que conta com churrasqueira, área gourmet e uma sala de recreação equipada com TV, data show, wi-fi e capacidade para até 40 pessoas, podendo também ser utilizado para reuniões.
Além disso, na área externa, foi construído um agradável pergolado, pensado para momentos de descanso e convivência.

Dom Frei Janusz nasceu aos 08 de setembro de 1951, em Sochaczew, na Polônia. Foi um dos primeiros missionários da fundação que hoje é a atual Província São Maximiliano Kolbe do Brasil dos Franciscanos Conventuais. Com 14 anos de idade, em 1965, ingressou no Seminário Menor de Niepokalanów, no qual permaneceu até 1970. Ainda no Noviciado, manifestou pela primeira vez o desejo de “ir para as missões”. No dia 05 de setembro de 1971 fez a sua primeira Profissão Regiliosa, e após o Noviciado, entre 1971 e 1977, estudou no Seminário Maior de Cracóvia. Em 08 de dezembro de 1975 emitiu os Votos Religiosos em sua Profissão Perpétua. Revelou mais tarde que, desde este período inicial, a vinda de Dom Frei Agostinho Januszewicz para o Brasil “marcou a minha vida de professo temporário em preparação à profissão solene e concretizou a minha vocação missionária”. Durante o escrutínio para a recepção das ordens sagradas, renovou o desejo de ir em missão. Em 19 de junho de 1977, na Paróquia de São José Operário, em Sochaczew, recebeu a Ordenação Presbiteral.
Ainda na Polônia, exerceu o ministério presbiteral por oito anos, em diversas paróquias (nas cidades de Lódz, Kalisz e Skarzysko-Kamienna), na Pastoral Vocacional e no Centro Vocacional de Niepokalanów. Em 14 de abril de 1985 foi enviado à Missão no Brasil, e aos 07 de maio de 1985, realizando o seu desejo vocacional pela vida missionária, chegou neste país. Seu primeiro ofício foi o de vigário paroquial na Paróquia São Marcos e São Lucas, em Ceilândia-DF, no ano de 1986. Foi também vigário paroquial na Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Cidade Ocidental-GO, entre 1986 e 1992; reitor da Casa de Formação São Maximiliano Maria Kolbe, no Santuário Jardim da Imaculada, em Cidade Ocidental-GO, entre os anos de 1987 e 1994; guardião deste mesmo Santuário, entre 1989 e 1992, período em que também exerce o apostolado de assistente e diretor nacional da Milícia da Imaculada, redator do Cavaleiro da Imaculada e diretor das Edições Kolbe.
Entre 1989 e 1999, foi membro do Conselho da então Custódia São Maximiliano Maria Kolbe; secretário custodial entre 1992 e 1999; pároco da Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Cidade Ocidental-GO, entre 1992 e 1995; guardião do Convento São Francisco de Assis, em Brasília-DF, entre 1995 e 1999; vigário paroquial da então Paróquia São Francisco de Assis, em Brasília-DF, entre 1996 e 1999; reitor da Casa de Formação São Francisco de Assis, em Brasília-DF, entre 1996 e 1999; retornou como guardião do Santuário Jardim da Imaculada entre 1999 e 2003, e como vigário paroquial na Paróquia Santo Antônio de Pádua, em Cidade Ocidental, entre 2000 e 2003. Neste ano, retorna como reitor da Casa de Formação São Francisco de Assis até o ano de 2007, além de ser também vigário paroquial da Paróquia São Francisco de Assis e vigário provincial (2003 a 2007). Entre 2006 e 2007 foi guardião do Convento São Boaventura, também em Brasília-DF. Foi ainda assistente espiritual de fraternidades da Ordem Franciscana Secular.
Durante todo este período no Brasil, Frei Janusz conviveu com Frei Agostinho, sobretudo no Jardim da Imaculada. Quando este foi nomeado Bispo da Diocese de Luziânia-GO, Frei Janusz o substituiu nos compromissos conventuais. Quando Dom Frei Agostinho manifestou o desejo de partir em missão para a Amazônia e o concretizou, Frei Janusz foi visitá-lo na cidade de Juruá, no interior do estado do Amazonas, entre os anos de 2005 e 2006. Ao fim do Capítulo Provincial Ordinário da Província São Maximiliano, em 2007, Frei Janusz expressou oralmente a sua intenção de ir para Juruá para substituir Frei Agostinho, proporcionando-lhe a saída de férias para celebrar os seus 50 anos de ministério presbiteral. Neste mesmo Capítulo, ele foi eleito como Presidente da Comissão de Missão e Delegado para a Animação Missionária. O seu pedido foi formalizado por escrito em carta datada de dezembro de 2007.
No dia 05 de março de 2008, Frei Janusz teve o seu desejo missionário atendido e foi enviado para a Missão Franciscana na Amazônia, onde exerceu o ofício de pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na comunidade ribeirinha de Juruá-AM, Prelazia de Tefé. Com sua incansável disposição e seu zelo pastoral, por oito anos dedicou-se ao povo desta região com evangélica oferta de vida, marcada pelo seu compromisso de fé reta, de pobreza franciscana e de caridade paternal.
No dia 25 de fevereiro de 2015, o jornal L’Osservatore Romano publicou a nomeação de Frei Janusz como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Assim, no dia 1º de maio de 2015, em Campo Grande-MS, Dom Dimas Lara Barbosa, Arcebispo Metropolitano desta Arquidiocese, conferiu-lhe a Ordenação Episcopal, cujo lema fora In verbo tuo serviam.
Em seu brasão episcopal, Dom Frei Janusz – a partir de então, denominado Dom Mariano Danecki – escolheu alguns símbolos que ilustram o seu projeto de vida e de evangelização: as cores expressam o azul celeste de sua devoção mariana, o verde compreende a obra da criação, em especial o Brasil e a Amazônia, e o vermelho remete à região Centro-Oeste, na qual está a sede da Província São Maximiliano Maria Kolbe e a região sul mato-grossense. Além disso, em seu brasão há também as figuras do tau franciscano, da Sagrada Escritura, das duas coroas de São Maximiliano e da cítara, imagem de seu amor à música.
Dom Frei Janusz dedicou-se a este novo ministério na Arquidiocese com o mesmo propósito de toda a sua vida, sendo reconhecido como um zeloso, humilde e sábio pastor do rebanho do Senhor. No início da noite do dia 30 de agosto de 2024, em meio aos seus serviços pastorais, após se submeter a uma cirurgia cardiovascular na aorta ascendente e enquanto se recuperava deste procedimento, Dom Frei Janusz fez a sua páscoa, aos 72 anos de idade.
No último sábado, 23 de agosto de 2025, realizou-se o EPA – Encontro Provincial de Acólitos, no Santuário Jardim da Imaculada, localizado na Cidade Ocidental (GO), reunindo coroinhas e acólitos das diversas paróquias confiadas aos frades da Província São Maximiliano Maria Kolbe.
O evento contou com um dia repleto de atividades: palestras formativas, momentos de canto, dinâmicas e um plantão vocacional conduzido por frades da Província, além da presença de outros religiosos e religiosas. O encontro foi marcado pela oração, pela fraternidade e pelas partilhas, proporcionando também momentos de alegria e convivência entre crianças, adolescentes e jovens cristãos.
Encerrando o dia, foi celebrada a Santa Missa presidida pelo Ministro Provincial, frei Gilberto de Jesus, OFMConv. Após a celebração, os participantes se reuniram em um profundo momento de adoração ao Santíssimo Sacramento, conduzido pelo frei Antônio Maria, responsável pela Pastoral Vocacional.

A Ordem dos Frades Menores Conventuais é a Ordem religiosa fundada por São Francisco de Assis.